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Entrevista
Revista Pagode no Pé

Art Popular CD Acústico MTV
Pagode no Pé - Como surgiu a idéia de gravar o acústico no Teatro Municipal?
Leandro - Nós queríamos trazer a música popular. Queríamos também que fosse em um lugar grande, onde pudéssemos levar todos os fãs do Art Popular. Escolhemos o Municipal justamente por achar que um lugar como aquele, com toda a história que tem, merece ser visto por todas as pessoas, não só por uma pequena parte mais privilegiada.
Além disso, nossa arte cabe em qualquer lugar. No Teatro Municipal se respira arte por todos o lados e, no dia da gravação, essa sensação foi multiplicada pela emoção que tomava conta de todos nós, públicos e músicos.
Pagode no Pé - Como foi a gravação?
Leandro - A gravação durou duas horas e foi feita com quase 3.000 pessoas assistindo. Repetimos três ou quatro músicas, mas foi colocada a emoção da primeira, o show original mesmo. Não ensaiamos nada antes, foi tudo mesmo espontâneo. Na hora todo mundo foi natural.
Pagode no Pé - Como foi feita a divisão dos vocais?
Leandro - Não existe essa coisa de um cantar mais e o outro menos. Nesse último disco está bem dividido. O Márcio dividiu comigo a maioria das músicas. Tem música que fica mais legar na voz de um do que na voz de outro A gente gosta de diversificar.
Pagode no Pé - Como aconteceu a escolha do repertório?
Leandro - Faltaram muitas músicas no repertório. Apesar do Art Popular não ser um grupo emergente, afinal temos seis discos e oito anos d e carreira, nós ainda somos um grupo novo, com artistas novos. Não poderíamos incluir todas as músicas, colocamos somente alguns sucessos, mais algumas reeleituras de músicas que a gente gosta, como "Maneiras" do Zeca Pagodinho, "Lua Estrela" do Caetano. Estão presentes também algumas inéditas e participações especiais. Ficou um pouco diferente dos outros acústicos.
Pagode no Pé - Como foi essa história de acharem que a música " Amarelinha " não era adequada para se gravar em um ambiente chique como o Municipal?
Leandro - Ninguém falou nisso. Nós é que chegamos nesse consenso. O grupo tem essa coisa de ser romântico, popular e ao mesmo tempo tem uma música refinada. Achamos que deixando de lado algumas músicas como "Amarelinha" e "Pimpolho", teríamos um recurso para, mais par frente, poder gravar novamente essas músicas em um disco ao vivo, por exemplo.
Pagode no Pé - Qual a expectativa do grupo em relação ao resultado desse trabalho?
Leandro - A nossa expectativa agora é saber o que o público realmente achou e o que ele vai achar dessa nossa atitude como veículo de comunicação e de abertura para a música brasileira. O mais importante para nós é realmente saber o que o público vai tirar disso tudo.

"Foi a primeira vez que senti uma emoção como esta. Desde o ensaio até a gravação, foi uma coisa muito forte. Remeteu-se à uma adolescência, quando trabalhava como office boy e não sabia como era o Municipal por dentro. Fiquei mais emocionado ainda ao saber que o Art Popular foi o primeiro artista popular a tocar no Teatro, depois do rei Roberto Carlos".

"Fazia tempo que eu não tinha uma emoção tão forte. Os amigos, o cenário.... Foi com certeza um dos dias mais felizes da minha vida. Um apanhado de coisas boas".

"A emoção de estar no palco não tem como descrever. Só de estar lá já me deixou completamente realizado".

" Foi a maior emoção da nossa carreira. Realizamos, no mesmo dia, dois sonhos: fazer um show num lugar tão imponente e tradicional como o Municipal e proporcionar ao nosso público conhecê-lo. Um lugar tão bonito, que muitas vezes se torna inatingível para o grande público".
"
Na hora de qualquer apresentação, esqueço do mundo. Neste dia não foi diferente. A emoção que senti foi como se estivesse num grande sonho, flutuando em grandes nuvens e ouvindo uma sinfonia de Beethoven".

"Um sonho realizado pela galera, um momento inesquecível, que jamais ser apagado. Quando trabalhava com office boy, nunca imaginei que um dia estaria lá".